sexta-feira

E o tempo?

Eu venho refletindo... Esses filmes que eu tanto me escondo atrás... Eles sempre vem com um rotúlo. Romance, Policial, Ficção, Drama, Comédia. E eu sei que as vezes eu copio a ficção. Eu sei, devia ser ao contrário, mas eu não posso negar. Eu assisti antes de viver. E isso não é normal, mas eu não posso voltar no tempo. Mas eu acordei pensativo. Porque nenhum de nós pode viver inteiramente preso em uma só seção. Mas como as pessoas podem ser tão diferentes e algumas deixar o amor sobressair de todas as outras coisas. Desequilibrar todos os sentimentos e os caminhos. E só seguir o amor. Onde ele levar. Largar tudo e todos. Largar todas as responsabilidades, viver apenas disso. Deixar seu oxigênio ser secundário ao amor. Como?
Enquanto eu vejo pessoas esquecendo do humanismo. E vivendo a favor do dinheiro. Ganância destroindo seus principios. Se um dia eles existirão ali. Mas o que eu espero não acontecer comigo. É viver apenas no drama. Talvez, seria melhor até viver num policial do que num drama eterno. Onde sempre que você se apaixona, e a pessoa faz você estar em dois lugares ao mesmo tempo, ou cria um mundo mágico longe de todas as pessoas da escola, um reino encantado onde você entra através de uma corda mágica, ou descobrem que você só estava escrevendo uma matéria de como perder um homem em dez dias. Não é possivel viver perdendo pessoas. Como se minha idade pulasse dos treze e fosse pros trinta anos.

Eu só percebo, mais em enterros, como as pessoas resumem a minha. Em enterros, porque é lá onde as coisas acabam. Lógico que só para aqueles que ficam. Porque o morto, em questão, já teve seu fim á muito tempo. E um enterro é completamente indiferente para ele. Só serve para aqueles que ficam poderem matar uma parte deles. Poder abandonar quem eles eram para construir um novo deles.
Mas sim. É nos enterros onde são lembrado as boas ações. Onde todos parecem esquecer os defeitos e as brigas. Onde é criado um respeito maior só pelo estado do ex-amigo, ex-namorado, ex-marido, ex-esposa, ex-papai, ex-mamãe, ex-vivo.
Mas e o tempo? É tudo o que eu penso. E o tempo? Depois que as coisas passam as pessoas se esquecem. De como o tempo custou a passar. É incrível como falar 'demorei mêses' soa tão fácil. Como desinvolvemos essa tecnica de ignorar tanta dor? Eu sei...Ninguém se lembra da dor com pressição. Mas e todo esse tempo disperdiçado? E todas essas noites que eu passei. Foram em vão. É só esquecer? Ou não esquecer é o que chamamos de orgulho?

Eu vejo que minhas palavras são as nossas dúvidas.
Eu lembro de conversarmos tanto sobre o certo e o errado.
Mas agora não há mais palavras. Só o silêncio.
E você nem saberá muito sobre o meu tempo. Eu só tenho um blog fechado. Pra você.

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