domingo

Me disseram.

Não lembro quem, nem onde eu estava, onde eu tinha deixado minha armadura, ou o que eu queria dizer, ou exatamente do que eu estava tentando me esconder. Mas me disseram. Assim... Rápido e dolorosamente. 'Equilibrio.' Eu queria que você tivesse fugido disso. Como tivesse lutado contra todo o resto mundo. Como eu desejei que você fosse mais do que homem para encarar isso tudo. Como eu quis te ver e meus olhos brilhassem de admiração como antes. Antes desse equilibrio. Esse despago necessário. Sim, eu sei. Todos nós iremos nos desfazer na neblina. Todos vamos, um dia, nos desfazer. E deixar pra outras pessoas ocuparem nosso lugar. Suprir a nossa falta. Ou pelo menos, deixar pra outra pessoa...A continuidade.

Por quê você não está lutando?
Por quê você não está lutando contra tudo isso?
Qual o seu medo? Você está com medo?

Eu não quero ser prepotente e acreditar que você não se aproxima por medo. Porque pode me perder. Sendo que aparentemente tudo lhe soa indiferença. Meus gritos te trazem indiferença e meu coração é devolvido. Sem resposta. Sem ressentimentos, você diz. Eu digo que sim.
Sem corações partidos. Sem promessas quebradas. Sem mais ilusões.

Eu gostava de ver as coisas coloridas.
Eu gostava de ter algo em que pensar.
Você tirou meu chão, meu ar e minhas forças

O problema agora é evitar reencontrar o sentido naquelas músicas tristes. Que falam sobre um amor quebrado. Quando nós nem tivemos isso.
O problema está em evitar não pensar em quantas músicas vocês dois não combinaram e não serão a trilha sonora do vosso romance.
Doce Romane. Doce Romeus. Doce.

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