Um simples 'he dies' hoje bastaria. Eu ainda não aprendi a ser indiferente á tudo. Mesmo sabendo que ISSO iria te destruir. Tão rápidamente. Tão facílmente. Mas acho que não me importar com você, não me importar como você vai seguir é mais importante. O que obviamente eu não consigo.
Mas eu tento. Eu me esforço pra não cair. Mas dizer 'he dies'. É mais simples e diria tudo. Talvez, poucos entendessem quais foram meus últimos pensamentos. O que eu queria dizer. Poucos vissem que eu não queria dizer nada. Que eu não pensei em nada. Que foi isso. O Bruto. O fim.
Talvez seja como todo fim deve ser. Talvez seja essa a questão. É um fim.
Não, não vou me recuperar. Não, não existe um depois do fim. É o fim.
Me julgava esperto. Me enganei, feio. Eu nunca passei por nenhum desses estágios.
Nada foi tão doloroso. Eu me julguei forte, eu menti pra mim mesmo.
Eu me julguei especial e feliz. Oh meu Deus. Quantos erros.
Acho que bastaria dizer ADEUS.
Mas você ainda me prende até o fim dos tempos. Eu cometi alguns erros. Comigo mesmo e com você. Eu não me arrependo porque eu prefiro acreditar que aquele nosso tempo, onde eu fantasiei minha felicidade e falsifiquei nosso romance, foi real apesar de ter terminado. Mas eu poderia ter me preparado pro destino final. Meu calendário não contava que houvesse um depois do fim. Porque juramos pra sempre. O pra sempre não tem fim. E se acabasse...Bem, eu não esperava ter que enfretar o resto. Eu mal me lembrei do resto. Eu mal quis saber o que eu tinha nas mãos além de você. Quantos erros. Como eu posso me perdoar com meus amigos? Como posso me perdoar com meus pais? Honestamente, eu abri a janela trancada. E você deixou o vazio, o silêncio e o frio entrarem. Obrigado pela realidade. Obrigado pela honestidade.
Mas como eu já tenho dito...Eu não sou mais seu.
Isso morreu junto com as suas promessas, junto com o nosso pra sempre. Não que eu, um dia, serei de um outro alguém. Acho que você fez um estrago permanente, Sr.
Acho que você me tornou inútil e completamente desnecessário pra qualquer outro alguém.
Eu sou, agora, inválido. Impedido de repartir. Incapaz de retribuir. Realmente, impossibilitado.
Mas eu mudei também. Eu desincaixei da forma que nos ligaria como duas peças feitas exclusivamente para se encontrarem. Eu mudei. Involuntáriamente.
Eu entregaria meu coração pra alguém que pudesse curá-lo.
Se eu ainda o tivesse. Se eu já não tivesse colocado numa caixinha junto de uma carta aberta.
Junto dessa lama toda. Desse residúo. Eu me desfaço. Eu me desarmo. Eu me substimo.
Infelizmente, ainda consigo sobreviver. Respirar. Eu encontrei um novo começo. Mesmo que eu tente me atirar no abismo. Eu continuo prosseguindo. Como se o vento me arrancasse pra frente, me impedindo desse passado. Me impedindo de permanecer caído.
Um simples 'Eu fraquejei' significa a minha sobrevivência. Eu deveria ter morrido por você.
E bem...Eu morri. Todas as vezes. Mas eu não posso mais usar 'eu' quando falo com você. Porque esse alguém...Não serei eu...Não muito mais.
Vendo pela primeira vez.
Há 13 anos
Não quero voce em pedaços, eu preciso de você ao todo.
ResponderExcluireu e você, você e eu, façamos um pacto. sigamos em frente sem aquele que apagou o nosso caminho de volta. juntemos os cacos e vivamos de novo. esqueçamos. roubemos nosso corações do ladrão que, sem querer, levou-os de nós. aprendamos a ver a lua sem seu nome escrito; a admirar as estrelas e pensar em quão longe podemos ir. escrevamos cartas para outros amores, paremos de gastar palavras de amor com quem não escreveu um décimo disso por nós. ouçamos músicas que nos façam felizes sem que seu rosto permeie nossa memória. vejamos novas cores em novos olhos e novos sorrisos em faces diferentes. deixemos que nos façam sorrir. aguentemos.
ResponderExcluirte amo e... sim, você pode.